quarta-feira, 27 de abril de 2011

Pentecostal? Não, Obrigado!



Que me perdoem os mais “espirituais”, mas uma coisa tem me aborrecido profundamente com relação aos cristãos ultimamente, principalmente os “DO FOGO!” Sei que a doutrina dos pentecostais é baseada em entendimentos meio que “divergentes” de uma doutrina bíblica ortodoxa, sei que a busca por conhecimento e um entendimento sadio das Escrituras Sagradas por grande parte dos pentecostais não é algo tão zelado por essa “vertente” cristã, sei que muitos preferem buscar uma “espiritualidade modelo” a um comprometimento com um estudo minucioso e aprofundado das Escrituras, sei que grande parte dessa “vertente” de cristãos estão sempre mais preocupados com sua aceitação em seu próprio meio, a serem fieis e praticantes de uma teologia biblicista e sem manifestações exacerbadas nomeadas de “espirituais”.

Não é um incomodo com as pessoas em si que seguem essa “vertente”, visto que por mais de 18 anos fiz parte dela, mas é um incomodo (e grande) com a exagerada forma de pregação de um evangelho que mais parece um “manual de escravidão espiritual” do que uma palavra de libertação deixada e ensinada por meio de Cristo. Uma mensagem que é apresentada nos púlpitos, nas reuniões, nos encontros, onde quer que seja exposta, cheia de persuasão e exigências um tanto que inumanas, visto que tem uma apelação a um sacrifício quase que existencial do ser, quase algo do tipo “auto penitência”.

É revoltante e ao mesmo tempo triste, ver que a mensagem do Evangelho vem sendo “assassinada” por uma teologia miserável em amor fraternal, e despida de conhecimento bíblico e mover do Espírito de Deus, mas que se vê como a “Chave Mestre” do entendimento e da compreensão de toda a revelação de Deus nas Escrituras.

Pessoas que são mestres aos seus próprios olhos devastam as igrejas e os grupos de cristãos com uma mensagem que pôe Deus como objeto e o homem como seu manipulador. Enchem nossos ouvidos dos mais ávidos absurdos em nome de uma falsa e hipócrita religiosidade que chamam de “santidade” ou “espiritualidade”.

Contudo creio que ainda existem muitos que não se renderam ou se venderam a essa mensagem “porca” (perdoem o termo) que tem sido jogada ao ventilador e se espalhado impregnando a consciência, já confusa, de muitos cristãos, ignorando completamente textos bíblicos como “Hb 10:10. Na qual vontade temos sido santificados pela oblação (sacrifício) do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez.” e assim querem a qualquer preço e qualquer custo, serem vistos como merecedores e donos de uma santidade ao meu ver mais escrava do que santa, conseguida de forma enganosa por meio de méritos próprios e assim rejeitando a verdadeira obra de santificação que acontece por meio de Cristo. “Hb 10:14. Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados.”

Perdoem-me por algumas de minhas palavras, mas ferve dentro do meu peito um sentimento de revolta e indignação por ver que muitos desses “fariseus” vêm fazendo cada vez mais os que foram livres pela obra de Cristo em novos escravos de sua religião hipócrita, transformando a mensagem que Salva da condenação eterna em uma mensagem que escraviza a vida dos que a seguem. Esse não é o Evangelho! Essa não foi à mensagem que Cristo pregou! Essa não é a maneira que os apóstolos de Jesus e seus sucessores deixaram de ensino e caminho a ser seguido! Esse não é o Evangelho de Cristo; Sabe por quê? “Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” Mt 11:30
 
É uma pena que ser pentecostal em nosso mundo contemporaneo é muito mais um sinônimo de "escravidão religiosa" a uma verdadeira Liberdade em Cristo! Pentecostal, eu? Não, Obrigado!
 
E enquanto você reflete sobre isso, me perdoe pela franqueza, mas continuo crendo e pensando pois isso é o que faz crescer...

terça-feira, 26 de abril de 2011

Por que podemos ter certeza da Salvação?



Os estudiosos dizem que a Carta de Paulo aos Romanos é a cordilheira do Himalaia de toda a revelação bíblica. Se Romanos é a cordilheira do Himalaia, então, Romanos 8 é o pico do Everest. Em Romanos 8.29,30 Paulo faz cinco afirmações gloriosas, que são o fundamento da certeza da nossa salvação.

1. Deus nos conhece de antemão (Rm 8.29). Antes de Deus lançar os fundamentos da terra, acender as estrelas no firmamento e chamar à existência as coisas que não existiam, Deus já havia colocado o seu amor em nós, e nos conhecido como seu povo amado. O verbo conhecer tem o mesmo significado de “amar”. O amor de Deus é eterno, imutável e incondicional. Ele nos amou em Cristo, seu Filho amado, desde toda a eternidade.

2. Deus nos predestina para a salvação (Rm 8.30). Não fomos nós que escolhemos a Deus, foi ele quem nos escolheu. Nós amamos a Deus porque ele nos amou primeiro. Deus nos predestinou não porque previu que iríamos crer em Cristo, cremos em Cristo porque ele nos predestinou. A fé não é causa da eleição divina, é sua consequência. Eu não fui eleito porque cri, eu cri porque fui eleito. Deus não nos predestinou porque previu que iríamos ser santos. Nós fomos eleitos não por causa da santidade, mas para sermos santos e irrepreensíveis. A santidade não é a causa da eleição, mas seu resultado. Deus não nos elegeu para a salvação porque previu nossas boas obras, mas fomos criados em Cristo Jesus para as boas obras. As boas obras não são a causa da predestinação, mas sua consequência. A nossa salvação é obra exclusiva de Deus para que toda a glória pertença a Deus.

3. Deus nos chama com santa vocação (Rm 8.30)
. Aqueles a quem Deus conhece e predestina, a esses também Deus chama e chama eficazmente. Há dois chamados: um externo e outro interno; um geral e outro específicio; um dirigido aos ouvidos e outro dirigido ao coração. Jesus diz que as suas ovelhas ouvem a sua voz e o seguem. A voz de Deus é poderosa. Os eleitos de Deus podem até resistir a essa voz temporariamente, mas não finalmente. O mesmo Deus que nos elege na eternidade, tira as vendas dos nossos olhos, o tampão dos nossos ouvidos, retira o nosso coração de pedra e nos dá um coração de carne. Ele mesmo opera em nós o querer e o realizar, abrindo nosso coração, dando-nos o arrependimento para a vida e a fé salvadora.

4. Deus nos justifica conforme sua graça (Rm 8.30)
. Aos que Deus conhece, predestina e chama, também justifica. A justificação é um ato e não um processo. Acontece fora de nós, no tribunal de Deus, e não em nós. A justificação não tem graus, todos os que creem em Cristo estão justificados de igual modo diante do tribunal de Deus, por causa do sacrifício substitutivo de Cristo. Aqueles que estão justificados estão quites com a justiça de Deus e com as demandas da lei de Deus. Não pesa sobre eles mais nenhuma condenação. Toda a infinita justiça de Cristo é deposita em sua conta.

5. Deus nos glorifica para a bem-aventurança eterna (Rm 8.30)
. Aqueles que são amados e predestinados na eternidade e salvos no tempo desfrutarão da bem-aventurança eterna. Embora, a glorificação dos salvos seja um fato futuro, que se dará na segunda vinda de Cristo, na mente de Deus e nos decretos de Deus já é um fato consumado. Aqueles que crêem em Cristo e estão guardados nele têm a garantia do céu. Nada nem ninguém poderá nos separar do amor de Deus que está em Cristo. O apóstolo Paulo diz que aquele que começou a boa obra em nós, há de completá-la até o dia de Cristo Jesus. Que Deus seja louvado por tão grande salvação!

Por: Hernandes Dias Lopes
Eu vi no Cinco Solas

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Sexta Santa



"Antes de celebrarmos Jesus Cristo ressurreto na Páscoa, nos reunimos como igreja para lembrar sua morte sangrenta e sacrificial na cruz da Sexta-Feira Santa. “Sexta Santa” é um filme fascinante e curto, descrevendo as horas finais da vida de Jesus..."


Um Filme que representa a Sexta Feira em que Cristo foi preso e entregue nas mão de seus acusadores...vejam!


Jo 10:18. "Ninguém a tira de mim, mas eu a dou por minha espontânea vontade. Tenho autoridade para dá-la e para retomá-la. Esta ordem recebi de meu Pai".





Fonte: Voltemos ao Evangelho

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Nosso mundo aparente



Vivemos em um mundo que não podemos negar ser um mundo extremamente seletivo, um mundo onde muitos são julgados simplesmente por sua maneira de vestir, de se expressar, de se comportar diante de outros, de qual o seu carro, se tem carro, de quais marcas de roupa usam, enfim, um mundo de aparências. Muitos demonstram uma alegria e uma felicidade constantes, parecem ser pessoas que jamais tiveram algum tipo de problema capaz de abalar suas estruturas emocionais e vivem “aparentemente” vidas perfeitas e de plena satisfação.


Um mundo que valoriza cada vez mais aquilo que menos tem valor. Um mundo de pessoas que em troca de aceitação por certo grupo de pessoas e por um reconhecimento social vivem vidas que mais parecem ser exemplos, mas que por trás das cortinas são vidas cheias de vazios.


Por trás de um sorriso constante vem uma sensação de solidão e um vazio existencial que só o próprio individuo conhece, por trás de uma aparente felicidade tem uma vida que dentro de si mesma não é satisfeita consigo mesma, mas que não deixa, não quer ou não pode transparecer essa insatisfação para os que estão em seu redor, e com isso engana-se a si mesmo.


Essa forma de vida pós-moderna que exige cada vez mais de cada um de nós; uma forma de vida que a toda hora e em qualquer tempo faz-se necessário que venhamos a nos apresentar e nos comportar conforme o mundo deseja e espera de cada um de nós, sem jamais levar em consideração nossas limitações, falhas e imperfeições, fazendo com que essa resposta “aceitável” torne-se uma carga a ser levada e ao mesmo tempo ignorada, a ponto de incorporarmos um personagem que aparentemente vive uma vida feliz, mas na verdade é insatisfeito com o mundo e consigo mesmo. "Existe no homem um vazio do tamanho de Deus."


Nossa necessidade de uma vida social não pode ser consumida ou confundida pela necessidade que o mundo exige de cada um como seres felizes e satisfeitos, um mundo onde não há espaço para nenhum tipo de fraqueza ou debilidade, assim como não precisamos e não devemos ser além do que somos, seres humanos, mesmo que para isso seja necessário confessar as dores e as angústias da vida, assim como nossa fraqueza e necessidade de imperfeitos que somos. Como sempre digo: “Forte não é aquele que jamais caiu, e sim aquele que se levantou todas as vezes que caiu.” 
 

Desejo e espero que possamos mudar nossa forma de ver, nossa forma de medir, e nossa forma de determinar aquilo que é, e aquilo que não é importante e de valor na vida, baseado não em aparências, mas em sinceridade de vida, manifestando nossos sentimentos mais verdadeiros, e demonstrando aquilo que somos em todo o tempo.

 
E enquanto você reflete sobre isso, eu continuo crendo e pensando, pois isso é o que faz crescer...

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Apóstolo "cabeça chata"




Éh! Meus caros leitores que acompanham este humilde e singelo blog, realmente em nossos dias já não é mais suficiente para alguns “ungidos” carregarem o “título” de Pastor, parece que ser pastor já não causa mais o impacto esperado, parece que ser pastor não dá mais a mesma “segurança” aos fiéis de uma autoridade ministerial, parece que ser pastor já é coisa ultrapassada em nossa época, parece que ser pastor já não dá mais “retorno”, parece que ser pastor não é suficientemente bom, e sim, algo deixado para os “menos ungidos”. Hoje o que realmente está em alta e muitos querem e esperam são os títulos de supremacia eclesiástica! Ser ou exercer cargos do tipo missionário, pastor ou evangelista, já não refletem o STATUS desejado e esperado por muitos, e por isso mais e mais indivíduos tem buscado (não sei onde) uma espécie de “auto promoção” de cargo eclesiástico.

O caso mais recente que tive conhecimento esses dias, foi o de um pastor (ops! Agora ex-pastor! Pois foi promovido) em uma das igrejas (Ass. de Deus) mais conhecidas de Fortaleza e de todo o Estado do Ceará, o agora “ex-pastor” vem sendo apresentado e anunciado como APÓSTOLO! (Como é?) É isso mesmo caro leitor, temos mais um apóstolo no evangelicalismo tupiniquim “cabeça chata”...rsrs (foi mais forte que eu!..kkk)

É triste, mas chega a ser até cômico o número de auto-apóstolados que tem surgido no meio evangélico brasileiro atual em que vivemos, um absurdo que vem propagando-se em todo território nacional criando no meio evangélico uma crise de identidade ministerial, visto que tais “ícones” de Deus são visto como pessoas extremamente diferenciadas das demais e carregam consigo uma espécie de “passaporte diplomático do céu”, dando a eles um acesso diferenciado e aparentemente VIP do trono da graça.

Pessoas iguais a todas as outras, mas que graças à mística e religiosidade aparentemente inerentes em grande parte do povo brasileiro, faz com que os “evangélicos de alma católica” vivam na dependência de sua própria idolatria adquirida, e com isso idolatram de maneira cega e excessiva esses lideres inescrupulosos que só confirmam que muitos “amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências.” 2.Tm 4:3b. Fazendo com que aproveitadores da fé surjam com suas práticas reprováveis e seus ensinamentos distorcidos das Escrituras Sagradas.

Caro leitor, se você não concorda com o que falei nesse post e acha um absurdo e antibiblico, por favor me corrijam BIBLICAMENTE! Para que eu possa me ver livre desse incomodo de assistir dia após dia uma prática absurda de lideres que intimidam seus seguidores a darem a ele honra e autoridade vinda só Deus sabe de onde, e assim levam os fiéis a olharem sua autoridade como algo inquestionável e merecedor de total e plena submissão.

Que os verdadeiros cristãos que não se renderam a baal sigam em oração e suplicas, para que o Senhor tenha misericórdia cada vez mais de sua igreja e assim possamos ser livres de toda essa corja de aproveitadores da fé.

E enquanto você reflete sobre isso, eu continuo crendo e pensando pois isso é o que faz crescer...