terça-feira, 31 de maio de 2011

Por Quê Igrejas Presbiterianas pelo Mundo estão Aceitando Pastores Homossexuais?



Por Augustus Nicodemos Lopes

Estas resoluções foram tomadas depois de muitos anos de conflitos internos e discussões teológicas. E em ambas as igrejas, o voto passou com uma maioria apertada. Os pastores, presbíteros, diáconos e membros destas denominações que discordam da decisão, e que por muito tempo lutaram para que ela não fosse aprovada, enfrentam agora o dilema de saber qual é a coisa correta a fazer. Com certeza, muitos sairão para outras denominações ou para formar novas igrejas; outros, ainda, permanecerão na esperança de que um dia as coisas mudem.

A pergunta que não quer calar é como igrejas de origem reformada, que um dia aceitaram as confissões de fé históricas e adotaram os lemas da Reforma, especialmente o Sola Scriptura, chegaram a este ponto? Em minha opinião, o que está acontecendo hoje é o resultado lógico e final da conjunção de três fatores: a teologia liberal que foi aceita por estas igrejas, a conseqüente rejeição da autoridade infalível da Bíblia e a adoção dos rumos da sociedade moderna como norma.

O processo pelo qual estas denominações passaram, uma na Europa e outra nos Estados Unidos, é similar. As etapas vencidas são as mesmas. Primeiro, em algum momento de sua história, em meados dos séculos XIX, o método crítico de interpretação da Bíblia passou a ser o método dominante nos seminários e universidades teológicas destas denominações. Boa parte dos pastores formados nestas instituições saíram delas convencidos que a Bíblia contém erros de toda sorte e que reflete, em tudo, o vezo cultural de sua época. Para eles, os relatos bíblicos dos milagres são um reflexo da fé dos judeus e dos primeiros cristãos expresso em linguagem mitológica e lendária (veja aqui um post sobre liberalismo teológico).

Segundo, uma vez que a Bíblia não poderia ser mais considerada como o referencial absoluto em matérias de fé e prática, devido ao seu condicionamento às culturas orientais antigas e patriarcais, estas denominações aos poucos foram adotando as mudanças culturais e a direção da sociedade moderna como referência para suas práticas.

Terceiro, com a erosão da autoridade bíblica e o estabelecimento da cultura moderna como referencial, não tardou para que estas igrejas rejeitassem o ensinamento bíblico de que somente homens cristãos qualificados deveriam exercer a liderança nas igrejas e passaram a ordenar mulheres como pastoras e presbíteras. As passagens bíblicas que impõem restrições ao exercício da autoridade por parte da mulher nas igrejas foram consideradas como sendo a visão patriarcal dos autores bíblicos, e que não cabia mais na sociedade moderna (veja aqui uma matéria deste blog sobre ordenação feminina).

O passo seguinte foi usar o mesmo argumento quanto ao homossexualismo: as passagens bíblicas que tratam as relações homossexuais como desvio do padrão de Deus e, portanto, pecado, foram igualmente rejeitadas como sendo fruto do pensamento retrógrado, machista e preconceituoso dos autores da Bíblia, seguindo a tendência das culturas em que viviam. A igreja cristã moderna, de acordo com este pensamento, vive num novo tempo, onde o homossexualismo é comum e aceito pelas sociedades, inclusive com a aprovação do Estado para a união homossexual e benefícios decorrentes dela.

E o resultado não poderia ser outro. O único obstáculo para que uma igreja que se diz cristã aceite o homossexualismo como uma prática normal é o conceito de que a Bíblia é a Palavra de Deus, inerrante e infalível única regra de fé e prática para o povo de Deus. Uma vez que esta barreira foi derrubada - e a marreta usada para isto sempre é o método crítico e o liberalismo teológico - não há realmente mais limites que sejam defensáveis. Pois mesmo os argumentos não teológicos, como a não procriação em uniões homossexuais e a anormalidade anatômica e fisiológica da sodomia, acabam se mostrando ineficazes diante do relativismo da cultura moderna. E as igrejas que abandonaram a autoridade infalível da Palavra de Deus acabam capitulando aos argumentos culturais.

Nem todos os que adotam o método crítico são favoráveis ao homossexualismo. E nem todos liberais são a favor da homossexualidade. Mas espero que as decisões destas duas igrejas, que têm em comum a adoção deste método e a aceitação do liberalismo teológico, sirvam como reflexão para os que se sentem encantados com o apelo ao academicismo e intelectualismo da hermenêutica e da teologia liberais.
 
 

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Legalismo, um caldo mortífero



Malcon Smith definiu legalismo como um caldo mortífero. Quem dele se nutre adoece e morre. O legalismo é uma ameaça à igreja, pois dá mais valor à forma do que a essência, mais importância à tradição do que a verdade, valoriza mais os ritos religiosos do que o amor. O legalismo veste-se com uma capa de ortodoxia, mas em última análise, não é a verdade de Deus que defende, mas seu tradicionalismo conveniente. O legalista é aquele que rotula como infiéis e hereges todos aqueles que discordam da sua posição. O legalista é impiedoso. Ele julga maldosamente com seu coração e fere implacavelmente com sua língua e espalha contenda entre os irmãos.

As maiores batalhas, que Jesus travou foram com os fariseus legalistas. Eles acusavam Jesus de quebrar a lei e insurgir-se contra Moisés. Vigiaram os passos do Mestre, censuravam-no em seus corações e desandaram a boca para assacar contra o Filho de Deus as mais pesadas e levianas acusações. Acusaram-no de amigo dos pecadores, glutão, beberrão e até mesmo de endemoniado. Na mente doentia deles, Jesus quebrava a lei ao curar num dia de sábado, mas não se viam como transgressores da lei quando tramavam a morte de Jesus com requinte de crueldade nesse mesmo dia.

O legalismo não morreu. Ele ainda está vivo e presente na igreja. Ainda é uma ameaça à saúde espiritual do povo de Deus. Há muitas igrejas enfraquecidas e sem entusiasmo sob o jugo pesado do legalismo. Há muitos cultos sem vida e sem qualquer manifestação de alegria, enquanto a Escritura diz que na presença de Deus há plenitude de alegria e delícias perpetuamente. J. I. Packer em seu livro Na Dinâmica do Espírito diz que não há nada mais solene do que um funeral. Há cultos que são solenes, mas não há neles nenhum sinal de vida. Precisamos nos acautelar contra o legalismo e isso, por três razões:

1. Porque dá mais valor à aparência do que ao coração. Os fariseus gostavam de tocar trombeta sobre sua santidade. Eles aplaudiam a si mesmos como os campeõess da ortodoxia. Eles eram os separados, os espirituais, os guardiões da fé. Mas por trás da máscara de santidade escondiam um coração cheio de ódio e impureza. Eram sepulcros caiados, hipócritas, filhos do engano.

2. Porque dá mais valor aos ritos do que às pessoas. Os legalistas são impiedosos com as pessoas. Censuram, rotulam, acusam e condenam implacavelmente. Não são terapeutas da alma, mas flageladores da consciência. Colocam fardos e mais fardos sobre as pessoas. Atravessam mares para fazer um discípulo, apenas para torná-lo ainda mais escravo do seu tradicionalismo. Os legalistas trouxeram uma mulher apanhada em flagrante adultério e lançaram-na aos pés de Jesus. Não estavam interessados na vida espiritual da mulher nem nos ensinos de Jesus. Queriam apenas servir-se da situação para incriminar Jesus. Os legalistas ainda hoje não se importam com as pessoas, apenas com suas idéias cheias de preconceito.

3. Porque dá mais valor ao tradicionalismo do que à verdade. Precisamos fazer uma distinção entre tradição e tradicionalismo. A tradição é a fé viva daqueles que já morreram enquanto o tradicionalismo é a fé morta daqueles que ainda estão vivos. A tradição, fundamentada na verdade, passa de geração em geração e precisa ser preservada. Mas, o tradicionalismo, filho bastardo do legalismo, conspira contra a verdade e perturba a igreja. Que Deus nos livre do legalismo. Foi para a liberdade que Cristo nos libertou! Aleluia!
Por Hernandes Dias Lopes

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Série Evangélicos no Jornal Nacional



Vendo o primeiro video dessa série sobre os evangélicos, exibida no Jornal Nacional em maio de 2009 decidi posta-las no blog para que pessoas assim como eu, que ainda não tiveram a possibilidade ou o não conhecimento sobre a série possam vê-la e tirarem suas próprias conclusões. Visto que uma série de reportagem como essas não é coisa que se vê toda semana em uma emissora como a Rede Globo. Apesar de não ser telespectador de carteirinha da TV Plin-Plin por sua forma de conduzir suas idéias, considero que essa reportagem tenha sido muito proveitosa em sua forma de apresentação dos evangélicos no Brasil.
Se você já viu, reveja! Se como eu não tinha vista ainda, veja!














É evidente que todos somos conscientes de que mesmo em meio a esse turbilhão de atrocidades praticadas por certas "seitas cristãs" neopentecostais que se nomeiam evangélicas, ainda existem muitos que não se rendem a Baal e procuram viver o verdadeiro Evangelho vivido e ensinado por Jesus, onde o maior objetivo é a manifestação do Reino como propósito máximo.
Me chamou a atenção o fato de que as ditas "Igrejas Neopentecostais" não terem sido mencionadas, já que infelizmente devido a sua doutrina mesquinha da "prosperidade" são as que mais crescem em quantidade nesse pais. Isso evidencia que alëm de serem uma mazela para o cristianismo, essa doutrina é evidentemente egoista e busca apenas interesses de seus interesseiros.


E enquanto você reflete sobre isso, continuo crendo e pensando, pois isso é o que faz crescer...

Evangélicos brasileiros, sinônimo de burrice?



Uma matéria publicada na FOLHA.COM sob o titulo de "Ascensão social reduz evangélicos, diz líder da CNBB" mostra o mais novo presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) falando sobre um "suposto" declinio no numero de evangélicos no Brasil e um possivel crescimento no número de católicos no mesmo periodo. Segundo o Presidente da CNBB a fator principal que tem feito com que esse declinio evangélico venha acontecendo é o fator de que as pessoas estão conseguindo um certo crescimento social por conta de uma melhoria tanto economica quanto cultural, para D. Raymundo Damasceno Assis por conta dessa ascenção social "Elas começam a ler mais, a estudar mais, e por isso são mais críticas em relação a muitas posturas hoje na sociedade" em outras palavras, ser evagélico para o lider católico é "burrice".


É evidente dois pontos que são destacados nessa matéria, primeiro: a igreja católica por varios anos seguidos vem perdendo seus membros para a igreja evangélica dessa nação, devido sua ortodoxia que não é mais tão bem vista e aceita na atualidade como antes, principalmente por jovens. Segundo: é certo que a igreja evangélica vem sofrendo uma baixa muito grande de seus membros nos dias atuais, principalmente por conta de uma mensagem totalmente voltada para o materialismo e deixando de lado a verdadeira mensagem do Evangelho, todavia essa baixa nada mais é que a consequencia de uma igreja cheia de pessoas vazias, e continuam cada dia mais vazias por conta de uma pregação que em nada se assemelha com Cristo.


Somente aqueles que tiram proveito dessa vergonhosa mensagem que tem sido pregada por igrejas evangélicas nesse país e em especial as neopentecostias, é que jamais admitiriam que a igreja evangélica brasileira vive uma crise que poucos já viram, evidente que nessas circunstâncias e com os devidos interesses mesquinhos de alguns lideres evangelicos, "tudo vai de vento em poupa", mas que não é bem isso que temos visto, por isso, devido a todas as atrocidades e obras misticas que tanto crescem nessas "demonizações" neopentecostais, é que tem mostrado que o mesmo povo que está na busca da "prosperidade" e "vitórias" por elas oferecidas, não tem recebido nenhuma instrução verdadeiramente biblica e com o interesse unico e exclusivo de rendição e necessidade de salvação, ou seja, desconhecedores e "ignorantes", são assim esses membros visto pelos olhos dos observadores.
 
 
Caro visitante, a manifestação de anti-evangelho que vemos todos os dias nos meios de comunicação praticada por pessoas que se nomeiam "autoridades divinas", é a maior demonstração de que a falta de informação e de conhecimento é o que tem levado milhares a lotarem esses "mercadões da fé" que tem todo tipo de mercadoria a ser oferecida e todo tipo de cliente, e esse declinio, prova que um pouco de conhecimento além dos muros desse mercado, leva ao individou a rever seus conceitos de cristianismo verdadeiro, e de cristianismo falso.



Siga e viva a orientação do Espírito de Deus sem jamais se deixar subjulgar por qualquer ser humano que venha exigir sacrificios de tolos que só beneficiam a eles e que de nada contribui para a crescimento espiritual daqueles que os pratica, visto que o único e necessário sacrificio foi cumprido de uma vez por todas na cruz do calvário por aqueles que nos salvou da condenação eterna. Jesus Cristo!
 

Por fim faço minha as palavras de Danilo Fernandes do Blog Genizah que postou também a notícia e diz: "Eu não concordo quanto a ser católico, mas em se tratando destas seitas neopentecostais, a correlação é perfeita."
 
 
E enquanto você reflete sobre isso, eu continuo crendo e pensando pois isso é o que faz crescer...

sábado, 14 de maio de 2011

PLC 122 e o Estado



Um assunto que pelo visto ainda vai dar muito o que falar e discutir é PLC122 que fala sobre a criminalização da homofobia (comportamento de aversão de forma agressiva aos homossexuais) que vem sendo tratato por parte de alguns que tentam validar essa lei, e por outros que tentam do outro lado derrubá-la.


Em todas as midias esse certamente tem sido uns dos assuntos mais falados, e pelo que tenho percebido, principalmente pelos que são contra a aprovação dessa lei, católicos e evangélicos de maneira mutua vem manifestando suas opiniões contrárias e de repúdio a aprovação dessa MP que segundo seus idealizadores irá acabar com a discriminação e com a violência contra os homossexuais.


Sou da opnião de que independente de ser ou não ser homossexual, ninguém tem o direito de bater ou sofrer agressões de qualquer natureza ou pseudo motivo para tais atos reprováveis em todos os sentidos, todavia é evidente que a classe dos homossexuais LGBT vem através dessa MP tentar serem vistos e tratados como a classe a parte de todo o resto da sociedade, visto que suas práticas sendo motivadas por suas "orientações" sexuais, claramente vem de encontro a natureza do ser humano como nasceu e que com isso muitos se sentem precionados a aceitar tais comportamentos, e com isso geram esse sentimento de rejeição.


Todavia, o estado que há meu entender está muito mais interessado (e dificilmente seria diferente) em defender os interesses do estado, me parece que mesmo sendo momentaneamente barrada a aprovação dessa PLC122 provavelmente será aprovada e sancionada pelos dirigentes dessa nação, já que a união civil entre homossexuais assim o foi. Já que o estado trabalha para defender seus interesses e visto que esses interesses são mais aguçados quando envolve a possibilidade de ganhar notóriedade e reconhecimento popular, pelo menos de boa parte dela, como nesse caso, vejo essa uma oportunidade dos legisladores e autoridades de darem aos interessados aquilo que eles querem, pouco se importando com principios e pensamentos relacionados a divindade.


Caro leitor, sou de opinião contrária a essa criminalização aos que não aceitam ou não concordam com a homossexualidade, e ao que tenho percebido muitos irão usar de tal MP PLC122 uma porta para diversas outras práticas reprováveis não só as Escrituras Sagradas mas também aos principios de moral que é necessário para vermos e termos um país que preza pela ordem e descencia. Respeitar sim, aceitar jamais! Fiquemos atentos para que não venhamos a ser manipulados por qualquer tipo de meio de comunicação sobre esse assunto, já que grandes redes de TV demonstram descaradamente sua aprovação e até imposição há uma aceitação de forma irrevogável de tais comportamentos como se os mesmos fossem naturais do ser humano. Mesmo que o estado seda a pressão de alguns, como verdadeiros critãos, jamais devemos aceitar a mentira e rejeitar a verdade. Cristo!


E enquanto você reflete sobre isso, continuo crendo e pensando, pois isso é o que faz crescer...